Documentario que conta a cultura trazida pelos escravos africanos e o sincretismo cultural que eles foram obrigados a fazer para continuar cultuando seus deuses ao ver dos catolicos.
parte1
parte 2
parte 3
parte 4
parte 5
parte 6
parte 7
Retirado daqui.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Pesquisa mostra conflito de biólogos evangélicos
Eles querem ser professores de ciência, mas não acreditam na teoria da evolução; muitos dizem que vão ensinar o que aprenderam na faculdade
Márcia Vieira, RIO
Um pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) mostra os conflitos vividos por estudantes evangélicos que querem se tornar professores de ciências. A maioria deles duvida da veracidade da teoria da evolução, de Charles Darwin, mas garante que não vai ensinar nas escolas que Deus criou o homem e o mundo.
O biólogo com mestrado em zoologia do Museu Histórico Nacional, Luis Fernando Marques Dorvillé, achava que ninguém, dentro de uma universidade, seria capaz de contestar sem base científica o que para a ciência é verdade absoluta. Mas o aumento da incidência de alunos evangélicos nos cursos de Biologia instaurou a polêmica.
A questão que aflige Dorvillé é como alguém pode ensinar ciências sem acreditar na teoria de Darwin? Seu assombro foi tamanho que ele passou os últimos oito anos entrevistando alunos para sua tese de doutorado na UFF. O trabalho narra esses embates usando a experiência do cientista com seus alunos evangélicos no curso de Biologia de um outra instituição do Estado, a Universidade Estadual do Rio (Uerj).
O levantamento mostra que dos 245 matriculados no curso de Biologia da Uerj, em São Gonçalo, 23% são evangélicos. O número é mais alto do que revelou o Censo de 2000 (15,44% dos brasileiros são evangélicos), mas muito próximo das estimativas de crescimento que o próximo Censo deve mostrar em 2010.
Ele distribuiu questionários entre os alunos de todas as religiões. Diante de questões como "Comente a frase: alguns seres vivos têm parentesco maior entre si do que com outros" descobriu que a desconfiança sobre teoria da evolução chega a 70% entre os protestantes, 30% dos católicos e 20% dos espíritas e umbandistas.
"No início eu queria convencer os alunos a ferro e fogo. O resultado era nulo. Eles ficavam quietos, escreviam tudo certo e depois falavam "mas eu não acredito em nada disso"." Dorvillé mudou a estratégia. Passou a confrontar as ideias religiosas com argumentos, sem tentar demovê-los de suas crenças.
Da indignação para a conciliação demorou um ano. Neste período ouviu de tudo. De um aluno mais enfático, no auge da discussão sobre a teoria da evolução, veio a justificativa considerada absurda para um futuro biólogo: "Minha avó não é macaca. Então foi Deus quem criou o homem."
A pesquisa também indicou que os alunos evangélicos mudam ao longo do curso. "A maioria faz uma mediação entre o que diz a ciência e a religião." Acreditam, por exemplo, que há evolução, mas quem guia todo o processo é Deus; ou admitem que a evolução sirva para as outras espécies, menos para o homem; ou que, a criação divina do universo durou seis dias, mas a leitura não deve ser literal, já que entre um dia e outro ocorreram as eras geológicas e o processo de evolução.
De uma coisa eles não abrem mão, diz o professor.. "Nunca deixam de ser evangélicos e de acreditar no que a igreja ensina. Nunca abandonam a religião por conta da faculdade." Essa também não é a intenção de Dorvillé. "Quando eu consigo qualquer grau de interferência me sinto satisfeito."
ANGÚSTIA
A área de ciências é uma das que mais sofre com a falta de professores no País. Pela carência de profissionais, a maioria dos formandos consegue emprego assim que deixa a universidade. "Muitos deles estudam biologia justamente porque o acesso é mais fácil. Não tem muita disputa de vagas no vestibular", diz.
O cientista conta que, em uma das aulas, ouviu de um aluno uma declaração perturbadora: "Eu sei de tudo isso que você está me falando, mas prefiro não pensar muito." Para Dorvillé, os alunos vivem uma angústia. "Esta visão de mundo ajuda a formar quem eles são. Muitas vezes foi graças a religião que eles, vindo de famílias pobres, conseguiram chegar à universidade".
Na sua tese de doutorado, Dorvillé descobriu também que os futuros professores evangélicos concordam que em sala de aula vão repetir a seus alunos o que aprenderam na faculdade. Mesmo que não acreditem. A religião, dizem eles, vai ficar fora da sala.
"Eu já acho emblemático haver evangélico ensinando teoria evolutiva com alguma propriedade. E eles podem ser bons professores, principalmente porque vão falar para muitos alunos evangélicos nas escolas públicas." Dorvillé confia que eles não vão trair o legado de Charles Darwin.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091102/not_imp459863,0.php
Márcia Vieira, RIO
Um pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) mostra os conflitos vividos por estudantes evangélicos que querem se tornar professores de ciências. A maioria deles duvida da veracidade da teoria da evolução, de Charles Darwin, mas garante que não vai ensinar nas escolas que Deus criou o homem e o mundo.
O biólogo com mestrado em zoologia do Museu Histórico Nacional, Luis Fernando Marques Dorvillé, achava que ninguém, dentro de uma universidade, seria capaz de contestar sem base científica o que para a ciência é verdade absoluta. Mas o aumento da incidência de alunos evangélicos nos cursos de Biologia instaurou a polêmica.
A questão que aflige Dorvillé é como alguém pode ensinar ciências sem acreditar na teoria de Darwin? Seu assombro foi tamanho que ele passou os últimos oito anos entrevistando alunos para sua tese de doutorado na UFF. O trabalho narra esses embates usando a experiência do cientista com seus alunos evangélicos no curso de Biologia de um outra instituição do Estado, a Universidade Estadual do Rio (Uerj).
O levantamento mostra que dos 245 matriculados no curso de Biologia da Uerj, em São Gonçalo, 23% são evangélicos. O número é mais alto do que revelou o Censo de 2000 (15,44% dos brasileiros são evangélicos), mas muito próximo das estimativas de crescimento que o próximo Censo deve mostrar em 2010.
Ele distribuiu questionários entre os alunos de todas as religiões. Diante de questões como "Comente a frase: alguns seres vivos têm parentesco maior entre si do que com outros" descobriu que a desconfiança sobre teoria da evolução chega a 70% entre os protestantes, 30% dos católicos e 20% dos espíritas e umbandistas.
"No início eu queria convencer os alunos a ferro e fogo. O resultado era nulo. Eles ficavam quietos, escreviam tudo certo e depois falavam "mas eu não acredito em nada disso"." Dorvillé mudou a estratégia. Passou a confrontar as ideias religiosas com argumentos, sem tentar demovê-los de suas crenças.
Da indignação para a conciliação demorou um ano. Neste período ouviu de tudo. De um aluno mais enfático, no auge da discussão sobre a teoria da evolução, veio a justificativa considerada absurda para um futuro biólogo: "Minha avó não é macaca. Então foi Deus quem criou o homem."
A pesquisa também indicou que os alunos evangélicos mudam ao longo do curso. "A maioria faz uma mediação entre o que diz a ciência e a religião." Acreditam, por exemplo, que há evolução, mas quem guia todo o processo é Deus; ou admitem que a evolução sirva para as outras espécies, menos para o homem; ou que, a criação divina do universo durou seis dias, mas a leitura não deve ser literal, já que entre um dia e outro ocorreram as eras geológicas e o processo de evolução.
De uma coisa eles não abrem mão, diz o professor.. "Nunca deixam de ser evangélicos e de acreditar no que a igreja ensina. Nunca abandonam a religião por conta da faculdade." Essa também não é a intenção de Dorvillé. "Quando eu consigo qualquer grau de interferência me sinto satisfeito."
ANGÚSTIA
A área de ciências é uma das que mais sofre com a falta de professores no País. Pela carência de profissionais, a maioria dos formandos consegue emprego assim que deixa a universidade. "Muitos deles estudam biologia justamente porque o acesso é mais fácil. Não tem muita disputa de vagas no vestibular", diz.
O cientista conta que, em uma das aulas, ouviu de um aluno uma declaração perturbadora: "Eu sei de tudo isso que você está me falando, mas prefiro não pensar muito." Para Dorvillé, os alunos vivem uma angústia. "Esta visão de mundo ajuda a formar quem eles são. Muitas vezes foi graças a religião que eles, vindo de famílias pobres, conseguiram chegar à universidade".
Na sua tese de doutorado, Dorvillé descobriu também que os futuros professores evangélicos concordam que em sala de aula vão repetir a seus alunos o que aprenderam na faculdade. Mesmo que não acreditem. A religião, dizem eles, vai ficar fora da sala.
"Eu já acho emblemático haver evangélico ensinando teoria evolutiva com alguma propriedade. E eles podem ser bons professores, principalmente porque vão falar para muitos alunos evangélicos nas escolas públicas." Dorvillé confia que eles não vão trair o legado de Charles Darwin.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091102/not_imp459863,0.php
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Deus está morto?
Livro e filme recém-lançados engrossam o coro dos neoateístas e juntam novos argumentos contra a fé religiosa
Cássio Starling
"Sugiro que 1 bilhão de cristãos se juntem para rezar por um, apenas um, amputado. Peçam para que o membro perdido volte a crescer. Impossível? Isso ocorre diariamente com as salamandras, sem que, presumivelmente, nenhum pastor reze para que aconteça." Essa ideia é uma amostra do terreno lógico sobre o qual se alicerça o mais recente ataque a Deus. Seu autor, o ensaísta norte-americano Sam Harris, estudou filosofia em Stanford e conclui um doutorado em neurociência sobre como o cérebro lida com a crença. Isso deu a ele a base necessária para que escrevesse A Morte da Fé - Religião, Terror e o Futuro da Razão, livro que chega agora ao Brasil pela Companhia das Letras. Entre outras acusações às "ideias fantasiosas" da religião, Harris desmantela a eficiência da reza, prática que todo mundo arrisca quando está passando por uma turbulência num avião ou acompanhando uma disputa de pênaltis.
"A crença na eficácia de uma oração torna-se uma preocupação totalmente pública no momento em que é posta em prática: no mesmo instante em que um cirurgião deixa de lado o bisturi e os anestésicos e tenta salvar o paciente com uma oração, ou que um piloto resolve aterrissar um jato de passageiros apenas repetindo a palavra 'Aleluia', passaremos do domínio da fé pessoal para um tribunal de justiça."
Espantar aparições do além vem sendo um esforço de muita gente de respeito nos últimos anos. Desde o astrônomo Carl Sagan, que no livro O Mundo Assombrado pelos Demônios, de 1996, investiu contra a descontrolada disseminação de pseudociências, até Richard Dawkins e Daniel Dennett, que combateram concepções divinas a partir de perspectivas evolucionistas e cognitivistas. No ano passado, o comediante Bill Maher se juntou ao grupo. Escreveu e assumiu o papel de clone do cineasta Michael Moore em Religulous - Que o Céu Nos Ajude. O título do documentário, resultado da contração das palavras "religioso" e "ridículo", já diz tudo. Maher expõe a religião a todo tipo de gozação, com a colaboração, claro, de fiéis de todos os matizes. Com mais ou menos humor, essas obras têm em comum a oferta de bem-nutridos argumentos para demolir de vez o mais resistente dos mitos: Deus.
Esse grupo, genericamente batizado como neo-ateístas, identifica a influência crescente de dogmas religiosos em esferas centrais na vida de todos, como a política, a saúde e a educação. Atos terroristas, ameaças geopolíticas, guerras de religião, bloqueio de pesquisas essenciais para o combate a doenças e difusão em escolas cristãs de dogmas que relacionam a natureza à criação divina - sob o eufemismo "design inteligente" - e que negam o evolucionismo são as principais evidências das ameaças que esses autores denunciam como influências primitivistas, anticientíficas e, no fim das contas, antimodernas.
A BÍBLIA E SHAKESPEARE
Para combater essas influências, Harris nos encoraja a considerar obsoletos ensinamentos como os difundidos com base, por exemplo, no Corão e na Bíblia, "trabalho de homens e mulheres que viviam no deserto, achavam que a Terra era plana, e para os quais um carrinho de mão teria sido um espantoso exemplo de tecnologia". Considerar um documento desses a base da nossa visão de mundo significa repudiar 2 mil anos de conhecimentos civilizadores que a mente humana apenas começou a assimilar por meio da política secular e da cultura científica. Na própria Igreja, há quem concorde com essa avaliação. Em Religulous, o padre George Coyne, ex-diretor do Observatório Astronômico do Vaticano, diz que a Bíblia não pode ser levada a sério em termos científicos, pois "não havia ciência quando ela foi escrita". Esse desalinho com os dias de hoje faz com que Harris sugira conceder à religião o mesmo status da alquimia, que fascinou a humanidade por mais de mil anos e hoje desqualificaria qualquer um que pretenda ocupar cargos sérios e de responsabilidade.
"Há muitas palavras de sabedoria, consolo e beleza nas páginas de Shakespeare, Virgílio e Homero, e ninguém jamais assassinou estranhos aos milhares devido à inspiração que encontrou ali. A crença de que certos livros foram escritos por Deus (que, por motivos misteriosos, fez de Shakespeare um escritor muito melhor do que Ele mesmo) nos deixa impotentes para lidar com a causa mais poderosa dos conflitos humanos, passados e presentes", escreve o autor.
"Nossas crenças estão nos levando, inexoravelmente, a matar uns aos outros porque, além de não existir apenas uma crença, elas são incompatíveis entre si. O princípio central de cada tradição é que todas as outras são apenas repositórios de erros. Assim, a intolerância é intrínseca a todos os credos"
Ignorar esses milênios de progresso nos mantém reféns das religiões naquilo que temos de mais perigoso: nossa capacidade de destruir outros agrupamentos humanos e, no caso extremo, nos autodestruir também. "A tecnologia tem sua maneira de criar novas exigências morais. Avanços técnicos na hora de promover a guerra acabaram por tornar as nossas diferenças religiosas - e, portanto, as nossas crenças - incompatíveis com a nossa sobrevivência", diz o autor. O antídoto para a progressão da barbárie no século 21 - anunciada nos ataques do 11 de Setembro, espécie de ensaio para o que o autor enxerga como um apocalipse iminente - estaria no esvaziamento do poder da religião, antes que seja tarde.
Assim, o autor não se limita a destruir crenças com base apenas na demonstração de falácias como a força de uma oração, o caráter sobrenatural dos milagres ou em decretar a morte de Deus, caminhos já percorridos inúmeras vezes pela ciência e pela filosofia. Trata, sobretudo, de demonstrar a irracionalidade da fé por meio de exemplos de seu poder destrutivo. Um dos primeiros argumentos do autor insiste num ponto central às religiões predominantes: a intolerância. "Nossas crenças estão nos levando, inexoravelmente, a matar uns aos outros porque, além de não existir apenas uma crença, elas são incompatíveis entre si. O princípio central de cada tradição é que todas as outras são apenas repositórios de erros. Assim, a intolerância é intrínseca a todos os credos. A certeza a respeito da vida futura é simplesmente incompatível com a tolerância nesta vida", afirma Harris.
SEM MODERAÇÃO
Nossas tradições de tolerância, por outro lado, provocaram o surgimento de uma atitude diante das religiões, na figura dos "moderados", que Harris também considera uma ameaça. Eles teriam tomado o caminho aparentemente ético do pluralismo, mas ignoram as afirmações irremediavelmente sectárias de cada uma quanto a ser dona exclusiva da verdade. Acabar com essa tolerância não nos conduziria ainda mais rápido para o abismo? "Eu não prego a intolerância política. Só recomendo que pratiquemos a mesma intolerância que dedicamos a todas as outras formas de falsas certezas, de confusão e de ignorância."
Portanto, não é por dentro, ou seja, pelo caminho indicado pelos moderados, que se abrirão as portas que nos permitirão escapar do entendimento literal desses textos antigos e de sua versão piorada, o fundamentalismo. "A moderação que vemos entre os não-fundamentalistas não é sinal de que a própria fé evoluiu", diz Harris, mas é produto de muitas marteladas da modernidade, que expôs à dúvida certos princípios da fé. Destaca-se entre esses novos fatos o surgimento da nossa tendência para valorizar as evidências e de só nos convencermos de que alguma afirmação é verdadeira se ela for sustentada por provas concretas.
Assim a religião só comprovará - ou não - a sua validade submetendo seus dogmas às condições do conhecimento efetivo e testando sua resistência à dúvida e às evidências, os dois mais eficientes elementos da corrosão científica. Por fim, será apenas demonstrando abertura ao aperfeiçoamento, à aquisição de novos dados e reinterpretações que o "saber" sagrado permanecerá útil aos nossos dias. "A religião não pode sobreviver às mudanças que ocorreram com a humanidade. Do contrário, é pouco provável que nós conseguiremos sobreviver à religião", afirma o autor.
"O fato de que no Ocidente não estamos mais matando gente por crime de heresia demonstra que as más ideias, mesmo que sagradas, não conseguem sobreviver para sempre à companhia das boas ideias"
CHEQUE PÓS-DATADO
Para os que se apegam aos conteúdos da fé como uma área imune às demonstrações científicas, Harris cita como exemplo a atitude entusiasmada dos fiéis quando se trata de encontrar provas de apoio para suas crenças. Segundo ele, diante de alguma pequena evidência, eles se mostram tão atentos a ela quanto os condenados. Isso demonstra que a fé não é nada mais que a disposição para aguardar as provas. É a busca pelo conhecimento em um plano a prestações: acredite agora, viva com uma hipótese não comprovada até o dia da sua morte, e você descobrirá então que estava certo. "Mas, em qualquer outra esfera da vida, as convicções são um cheque que todo mundo insiste em descontar do lado de cá da sepultura."
O filme Religulous traz um exemplo que reforça essa ideia. Diante de um cristão, o apresentador lança a pergunta: "Já que você sabe que vai para o Paraíso, por que não se mata?". O máximo que o entrevistado conseguiu dizer foi algo a respeito de uma missão na Terra para justificar a sua opção em sobreviver.
Isso revela em parte o quanto é difícil criar um ambiente propício para que quem crê formule um encadeamento lógico de ideias, o que poderia pôr fim aos excessos do fanatismo. Para Harris, bastaria que os religiosos desafiassem a própria crença com o devido rigor. Para complicar, há o fato de a resistência das crenças poder ser atribuída em grande parte ao fato de haver tão pouca pressão social contra elas - e tanto suporte social a favor. Ainda é tabu criticar a fé religiosa, enquanto ninguém se incomoda de escutar argumentos contra a crença na astrologia, na feitiçaria, em óvnis etc.
Claro que, apesar da lógica de seus argumentos, Harris não tem a menor fé de que legiões de fiéis abandonem seus dogmas assim que tomarem conhecimento das ideias expostas em A Morte da Fé. Mas, na remotíssima possibilidade de isso acontecer, seria algo bom ou ruim? A acusação da fé como a origem das maiores violências registradas na História e de Deus como o carrasco responsável por todos os males no futuro imediato não deixariam a porta aberta para um mundo sem lei, no qual a ausência da ameaça divina deixaria de ser um último ponto de apoio para o respeito mútuo? Seria o fim da ética?
A resposta do autor tem um toque de esperança, mas sempre com base numa costura lógica. Para os que desconfiam que a dúvida só tem o poder de abalar crenças, mas não o de instalar outros valores, menos ameaçadores, em seu lugar, Harris recorre à História, preservada em livros recheados de evidências e confirmações. "O fato de que no Ocidente não estamos mais matando gente por crime de heresia demonstra que as más ideias, mesmo que sagradas, não conseguem sobreviver para sempre à companhia das boas ideias." Pode crer.
"PERDOAI, ELE NÃO SABE O QUE DIZ"
Líderes católico, judeu e muçulmano atacam as ideias do autor, mas concordam com algumas delas
Se todo mundo concordasse com as ideias do autor de A Morte da Fé, os três homens ouvidos para a produção deste texto estariam desempregados. Apesar disso, há pontos - poucos, é verdade - em que o xeque Jihad Hassan Hammadeh, o padre José Bizon e o rabino Ruben Sternschein concordam com os argumentos de Sam Harris.
A começar pela afirmação de que, para muitos fiéis, Deus desaprova o respeito a outras religiões ou à opinião dos descrentes. "Deus não concorda, sim. Desagrada-Lhe, sim. Porém Ele nos deu a vida, inclusive para os ateus. Quer tolerância maior do que essa?", diz o xeque Hammadeh, que é presidente do conselho de ética da UNI (União Nacional das Entidades Islâmicas). "Eu concordo que a religião como mágica é complicada para o desenvolvimento normal das funções sociais, políticas e éticas das pessoas. É uma atitude que poderia não ser responsável. Se eu penso que, faça o que eu fizer, pode não me acontecer nada, eu não preciso ter responsabilidade", afirma o rabino da Congregação Israelita Paulista.
Pronto, fim da concordância. Daí pra frente, os religiosos exorcizam as ideias do autor. O ponto que eles mais atacam é aquele em que Harris defende que os maiores conflitos mortais entre humanos têm motivação religiosa. "Nenhuma religião, que se diz de fato religião e que está conectada com uma divindade, é a favor da morte violenta", diz o padre Bizon, assessor da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil). Para o xeque, orgulho, ganância e inveja são os verdadeiros motores por trás dos conflitos. Já o rabino acusa o autor de generalista e preconceituoso e lembra que o pior massacre conhecido é o Holocausto: "E o nazismo não tinha religião", diz.
Entre os acusados de motivadores de conflitos e inspiradores de assassinatos em massa, o Corão recebe vários ataques em A Morte da Fé. "Se isso fosse verdade hoje, então, desculpe, ele [o autor] não estaria vivo. Já teríamos acabado com ele. Temos 1,5 bilhão de muçulmanos no mundo e [segundo as ideias de Harris] mataríamos as pessoas antes de se tornarem muçulmanas", contra-ataca o xeque.
Um ponto atacado em coro pelos religiosos é a afirmação contida na obra de que os livros sagrados teriam sido escritos, de próprio punho, por Deus. Para o rabino, escrever um livro é um ato tão humano e antropocêntrico que seria ingênuo atribuí-lo a alguma divindade. O xeque diz que o Criador não escreveu, mas impôs as regras a serem seguidas pelas suas criaturas. "Não é Deus o escritor. São os profetas e apóstolos que foram instrumentos da ação divina", afirma o padre Bizon.
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDR87154-7943,00.html
Cássio Starling
"Sugiro que 1 bilhão de cristãos se juntem para rezar por um, apenas um, amputado. Peçam para que o membro perdido volte a crescer. Impossível? Isso ocorre diariamente com as salamandras, sem que, presumivelmente, nenhum pastor reze para que aconteça." Essa ideia é uma amostra do terreno lógico sobre o qual se alicerça o mais recente ataque a Deus. Seu autor, o ensaísta norte-americano Sam Harris, estudou filosofia em Stanford e conclui um doutorado em neurociência sobre como o cérebro lida com a crença. Isso deu a ele a base necessária para que escrevesse A Morte da Fé - Religião, Terror e o Futuro da Razão, livro que chega agora ao Brasil pela Companhia das Letras. Entre outras acusações às "ideias fantasiosas" da religião, Harris desmantela a eficiência da reza, prática que todo mundo arrisca quando está passando por uma turbulência num avião ou acompanhando uma disputa de pênaltis.
"A crença na eficácia de uma oração torna-se uma preocupação totalmente pública no momento em que é posta em prática: no mesmo instante em que um cirurgião deixa de lado o bisturi e os anestésicos e tenta salvar o paciente com uma oração, ou que um piloto resolve aterrissar um jato de passageiros apenas repetindo a palavra 'Aleluia', passaremos do domínio da fé pessoal para um tribunal de justiça."
Espantar aparições do além vem sendo um esforço de muita gente de respeito nos últimos anos. Desde o astrônomo Carl Sagan, que no livro O Mundo Assombrado pelos Demônios, de 1996, investiu contra a descontrolada disseminação de pseudociências, até Richard Dawkins e Daniel Dennett, que combateram concepções divinas a partir de perspectivas evolucionistas e cognitivistas. No ano passado, o comediante Bill Maher se juntou ao grupo. Escreveu e assumiu o papel de clone do cineasta Michael Moore em Religulous - Que o Céu Nos Ajude. O título do documentário, resultado da contração das palavras "religioso" e "ridículo", já diz tudo. Maher expõe a religião a todo tipo de gozação, com a colaboração, claro, de fiéis de todos os matizes. Com mais ou menos humor, essas obras têm em comum a oferta de bem-nutridos argumentos para demolir de vez o mais resistente dos mitos: Deus.
Esse grupo, genericamente batizado como neo-ateístas, identifica a influência crescente de dogmas religiosos em esferas centrais na vida de todos, como a política, a saúde e a educação. Atos terroristas, ameaças geopolíticas, guerras de religião, bloqueio de pesquisas essenciais para o combate a doenças e difusão em escolas cristãs de dogmas que relacionam a natureza à criação divina - sob o eufemismo "design inteligente" - e que negam o evolucionismo são as principais evidências das ameaças que esses autores denunciam como influências primitivistas, anticientíficas e, no fim das contas, antimodernas.
A BÍBLIA E SHAKESPEARE
Para combater essas influências, Harris nos encoraja a considerar obsoletos ensinamentos como os difundidos com base, por exemplo, no Corão e na Bíblia, "trabalho de homens e mulheres que viviam no deserto, achavam que a Terra era plana, e para os quais um carrinho de mão teria sido um espantoso exemplo de tecnologia". Considerar um documento desses a base da nossa visão de mundo significa repudiar 2 mil anos de conhecimentos civilizadores que a mente humana apenas começou a assimilar por meio da política secular e da cultura científica. Na própria Igreja, há quem concorde com essa avaliação. Em Religulous, o padre George Coyne, ex-diretor do Observatório Astronômico do Vaticano, diz que a Bíblia não pode ser levada a sério em termos científicos, pois "não havia ciência quando ela foi escrita". Esse desalinho com os dias de hoje faz com que Harris sugira conceder à religião o mesmo status da alquimia, que fascinou a humanidade por mais de mil anos e hoje desqualificaria qualquer um que pretenda ocupar cargos sérios e de responsabilidade.
"Há muitas palavras de sabedoria, consolo e beleza nas páginas de Shakespeare, Virgílio e Homero, e ninguém jamais assassinou estranhos aos milhares devido à inspiração que encontrou ali. A crença de que certos livros foram escritos por Deus (que, por motivos misteriosos, fez de Shakespeare um escritor muito melhor do que Ele mesmo) nos deixa impotentes para lidar com a causa mais poderosa dos conflitos humanos, passados e presentes", escreve o autor.
"Nossas crenças estão nos levando, inexoravelmente, a matar uns aos outros porque, além de não existir apenas uma crença, elas são incompatíveis entre si. O princípio central de cada tradição é que todas as outras são apenas repositórios de erros. Assim, a intolerância é intrínseca a todos os credos"
Ignorar esses milênios de progresso nos mantém reféns das religiões naquilo que temos de mais perigoso: nossa capacidade de destruir outros agrupamentos humanos e, no caso extremo, nos autodestruir também. "A tecnologia tem sua maneira de criar novas exigências morais. Avanços técnicos na hora de promover a guerra acabaram por tornar as nossas diferenças religiosas - e, portanto, as nossas crenças - incompatíveis com a nossa sobrevivência", diz o autor. O antídoto para a progressão da barbárie no século 21 - anunciada nos ataques do 11 de Setembro, espécie de ensaio para o que o autor enxerga como um apocalipse iminente - estaria no esvaziamento do poder da religião, antes que seja tarde.
Assim, o autor não se limita a destruir crenças com base apenas na demonstração de falácias como a força de uma oração, o caráter sobrenatural dos milagres ou em decretar a morte de Deus, caminhos já percorridos inúmeras vezes pela ciência e pela filosofia. Trata, sobretudo, de demonstrar a irracionalidade da fé por meio de exemplos de seu poder destrutivo. Um dos primeiros argumentos do autor insiste num ponto central às religiões predominantes: a intolerância. "Nossas crenças estão nos levando, inexoravelmente, a matar uns aos outros porque, além de não existir apenas uma crença, elas são incompatíveis entre si. O princípio central de cada tradição é que todas as outras são apenas repositórios de erros. Assim, a intolerância é intrínseca a todos os credos. A certeza a respeito da vida futura é simplesmente incompatível com a tolerância nesta vida", afirma Harris.
SEM MODERAÇÃO
Nossas tradições de tolerância, por outro lado, provocaram o surgimento de uma atitude diante das religiões, na figura dos "moderados", que Harris também considera uma ameaça. Eles teriam tomado o caminho aparentemente ético do pluralismo, mas ignoram as afirmações irremediavelmente sectárias de cada uma quanto a ser dona exclusiva da verdade. Acabar com essa tolerância não nos conduziria ainda mais rápido para o abismo? "Eu não prego a intolerância política. Só recomendo que pratiquemos a mesma intolerância que dedicamos a todas as outras formas de falsas certezas, de confusão e de ignorância."
Portanto, não é por dentro, ou seja, pelo caminho indicado pelos moderados, que se abrirão as portas que nos permitirão escapar do entendimento literal desses textos antigos e de sua versão piorada, o fundamentalismo. "A moderação que vemos entre os não-fundamentalistas não é sinal de que a própria fé evoluiu", diz Harris, mas é produto de muitas marteladas da modernidade, que expôs à dúvida certos princípios da fé. Destaca-se entre esses novos fatos o surgimento da nossa tendência para valorizar as evidências e de só nos convencermos de que alguma afirmação é verdadeira se ela for sustentada por provas concretas.
Assim a religião só comprovará - ou não - a sua validade submetendo seus dogmas às condições do conhecimento efetivo e testando sua resistência à dúvida e às evidências, os dois mais eficientes elementos da corrosão científica. Por fim, será apenas demonstrando abertura ao aperfeiçoamento, à aquisição de novos dados e reinterpretações que o "saber" sagrado permanecerá útil aos nossos dias. "A religião não pode sobreviver às mudanças que ocorreram com a humanidade. Do contrário, é pouco provável que nós conseguiremos sobreviver à religião", afirma o autor.
"O fato de que no Ocidente não estamos mais matando gente por crime de heresia demonstra que as más ideias, mesmo que sagradas, não conseguem sobreviver para sempre à companhia das boas ideias"
CHEQUE PÓS-DATADO
Para os que se apegam aos conteúdos da fé como uma área imune às demonstrações científicas, Harris cita como exemplo a atitude entusiasmada dos fiéis quando se trata de encontrar provas de apoio para suas crenças. Segundo ele, diante de alguma pequena evidência, eles se mostram tão atentos a ela quanto os condenados. Isso demonstra que a fé não é nada mais que a disposição para aguardar as provas. É a busca pelo conhecimento em um plano a prestações: acredite agora, viva com uma hipótese não comprovada até o dia da sua morte, e você descobrirá então que estava certo. "Mas, em qualquer outra esfera da vida, as convicções são um cheque que todo mundo insiste em descontar do lado de cá da sepultura."
O filme Religulous traz um exemplo que reforça essa ideia. Diante de um cristão, o apresentador lança a pergunta: "Já que você sabe que vai para o Paraíso, por que não se mata?". O máximo que o entrevistado conseguiu dizer foi algo a respeito de uma missão na Terra para justificar a sua opção em sobreviver.
Isso revela em parte o quanto é difícil criar um ambiente propício para que quem crê formule um encadeamento lógico de ideias, o que poderia pôr fim aos excessos do fanatismo. Para Harris, bastaria que os religiosos desafiassem a própria crença com o devido rigor. Para complicar, há o fato de a resistência das crenças poder ser atribuída em grande parte ao fato de haver tão pouca pressão social contra elas - e tanto suporte social a favor. Ainda é tabu criticar a fé religiosa, enquanto ninguém se incomoda de escutar argumentos contra a crença na astrologia, na feitiçaria, em óvnis etc.
Claro que, apesar da lógica de seus argumentos, Harris não tem a menor fé de que legiões de fiéis abandonem seus dogmas assim que tomarem conhecimento das ideias expostas em A Morte da Fé. Mas, na remotíssima possibilidade de isso acontecer, seria algo bom ou ruim? A acusação da fé como a origem das maiores violências registradas na História e de Deus como o carrasco responsável por todos os males no futuro imediato não deixariam a porta aberta para um mundo sem lei, no qual a ausência da ameaça divina deixaria de ser um último ponto de apoio para o respeito mútuo? Seria o fim da ética?
A resposta do autor tem um toque de esperança, mas sempre com base numa costura lógica. Para os que desconfiam que a dúvida só tem o poder de abalar crenças, mas não o de instalar outros valores, menos ameaçadores, em seu lugar, Harris recorre à História, preservada em livros recheados de evidências e confirmações. "O fato de que no Ocidente não estamos mais matando gente por crime de heresia demonstra que as más ideias, mesmo que sagradas, não conseguem sobreviver para sempre à companhia das boas ideias." Pode crer.
"PERDOAI, ELE NÃO SABE O QUE DIZ"
Líderes católico, judeu e muçulmano atacam as ideias do autor, mas concordam com algumas delas
Se todo mundo concordasse com as ideias do autor de A Morte da Fé, os três homens ouvidos para a produção deste texto estariam desempregados. Apesar disso, há pontos - poucos, é verdade - em que o xeque Jihad Hassan Hammadeh, o padre José Bizon e o rabino Ruben Sternschein concordam com os argumentos de Sam Harris.
A começar pela afirmação de que, para muitos fiéis, Deus desaprova o respeito a outras religiões ou à opinião dos descrentes. "Deus não concorda, sim. Desagrada-Lhe, sim. Porém Ele nos deu a vida, inclusive para os ateus. Quer tolerância maior do que essa?", diz o xeque Hammadeh, que é presidente do conselho de ética da UNI (União Nacional das Entidades Islâmicas). "Eu concordo que a religião como mágica é complicada para o desenvolvimento normal das funções sociais, políticas e éticas das pessoas. É uma atitude que poderia não ser responsável. Se eu penso que, faça o que eu fizer, pode não me acontecer nada, eu não preciso ter responsabilidade", afirma o rabino da Congregação Israelita Paulista.
Pronto, fim da concordância. Daí pra frente, os religiosos exorcizam as ideias do autor. O ponto que eles mais atacam é aquele em que Harris defende que os maiores conflitos mortais entre humanos têm motivação religiosa. "Nenhuma religião, que se diz de fato religião e que está conectada com uma divindade, é a favor da morte violenta", diz o padre Bizon, assessor da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil). Para o xeque, orgulho, ganância e inveja são os verdadeiros motores por trás dos conflitos. Já o rabino acusa o autor de generalista e preconceituoso e lembra que o pior massacre conhecido é o Holocausto: "E o nazismo não tinha religião", diz.
Entre os acusados de motivadores de conflitos e inspiradores de assassinatos em massa, o Corão recebe vários ataques em A Morte da Fé. "Se isso fosse verdade hoje, então, desculpe, ele [o autor] não estaria vivo. Já teríamos acabado com ele. Temos 1,5 bilhão de muçulmanos no mundo e [segundo as ideias de Harris] mataríamos as pessoas antes de se tornarem muçulmanas", contra-ataca o xeque.
Um ponto atacado em coro pelos religiosos é a afirmação contida na obra de que os livros sagrados teriam sido escritos, de próprio punho, por Deus. Para o rabino, escrever um livro é um ato tão humano e antropocêntrico que seria ingênuo atribuí-lo a alguma divindade. O xeque diz que o Criador não escreveu, mas impôs as regras a serem seguidas pelas suas criaturas. "Não é Deus o escritor. São os profetas e apóstolos que foram instrumentos da ação divina", afirma o padre Bizon.
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDR87154-7943,00.html
domingo, 1 de novembro de 2009
Toumai – O Novo Antepassado
Um antepassado de sete milhões de anos…
Julho de 2001 no deserto de Djourab a norte do Chad. Culminando mais de vinte anos de trabalho, Michel Brunet, director da missão de Paleontologia franco-canadiana , anuncia a descoberta de um novo antepassado, o mais velho dos antepassados humanos de que há memória. A criatura, mais conhecida por Toumai tem cerca de sete milhões de anos e acaba de “aparecer” no mundo dos vivos. E, toda a história da humanidade é posta em questão…
Neste fascinante documentário e graças à magia dos efeitos especiais, Toumai, vai reencontrar um corpo, a sua floresta e o seu grupo e até vai defrontar as terríveis provas de um mundo povoado de predadores.
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Retirado daqui.
Julho de 2001 no deserto de Djourab a norte do Chad. Culminando mais de vinte anos de trabalho, Michel Brunet, director da missão de Paleontologia franco-canadiana , anuncia a descoberta de um novo antepassado, o mais velho dos antepassados humanos de que há memória. A criatura, mais conhecida por Toumai tem cerca de sete milhões de anos e acaba de “aparecer” no mundo dos vivos. E, toda a história da humanidade é posta em questão…
Neste fascinante documentário e graças à magia dos efeitos especiais, Toumai, vai reencontrar um corpo, a sua floresta e o seu grupo e até vai defrontar as terríveis provas de um mundo povoado de predadores.
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sábado, 31 de outubro de 2009
THC - O Confronto dos Homens das Cavernas
Vinte e cinco mil anos antes de Cristo era uma época difícil de se manter vivo. As baixas temperaturas eram remanescentes da última era glacial. Na Europa, as geleiras chegavam a Londres e Berlim e a comida era escassa. Havia de predadores rondando constantemente. Quem conseguiria sobreviver nestas condições? Confira neste especial do The History Channel.
Parte 1
Parte 2
Link
Parte 1
Parte 2
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Prisioneiros de um Deus branco
Com uma produção da República Checa, o documentário de Steve L. Lichtag mostra o povo indígena Akha, que vive nas montanhas do Laos e da Tailândia, na Ásia, e enfrenta o desafio de preservar sua cultura diante de constantes interferências e absurdos cometidos por missionários religiosos que exploram crianças e famílias.
O filme é forte e chocante e ganhou diversos prêmios na Rússia, Eslováquia e República Checa.
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Retirado daqui.
O filme é forte e chocante e ganhou diversos prêmios na Rússia, Eslováquia e República Checa.
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